Série Redis on Azure – Salvando um objeto no Redis com a Interface IDistributedCache e publicando no Azure

Seguindo a nossa série sobre como utilizar o Redis no Azure, neste artigo salvaremos um objeto complexo ao invés de uma simples string utilizando a Interface IDistributedCache.

Como exemplo, vamos utilizar a API da NASA que nos fornece uma foto nova do espaço todo dia. Caso tenha perdido o artigo anterior, ele pode ser acessado através deste link.

Vale lembrar que, caso você ainda não tenha uma subscription no Azure, será necessário criar uma (caso queira um passo a passo, clique aqui).

NASA API

Conforme mencionado na introdução, neste artigo vamos utilizar a API da NASA como exemplo. Entretanto, a API possui uma série de limitações quanto ao numero de acessos, e obviamente não queremos que alguém acesse nosso site e encontre uma mensagem de erro – é aí que o Redis passa a ser fundamental para a aplicação.

Através dele vamos criar um cache do objeto retornado pela API, que terá como validade apenas o dia atual, expirando na sequência para que o conteúdo seja atualizado.

Sendo assim, primeiramente, caso você ainda não tenha acesso a API da NASA, clique aqui e faça seu cadastro (Free) para receber uma chave de acesso.

Feito isso, vamos consumir a API para coletar os dados que ele vai nos fornecer e salvar o conteúdo no nosso cache para garantir que ele esteja sempre disponível.

Todo o código da aplicação está disponível no meu GitHub e está devidamente comentado para melhor entendimento.

e está devidamente comentado para melhor entendimento.

Redis on Azure

Caso ainda não tenha uma instância do Redis no Azure, será necessário criar uma. No link do meu artigo anterior, temos um passo a passo bastante detalhado caso seja necessário.

Publicando no Azure

Agora, como último passo, vamos publicar nossa aplicação e vê-la em pleno funcionamento. Isso, graças a facilidade que o Azure, juntamente com Visual Studio nos oferece. E acredite, será a parte mais simples de se fazer.

Primeiramente clicaremos com o botão direito em nossa solution, e em seguida em Publish > Publish to Azure, conforme nos mostra a imagem abaixo:

Redis on Azure
Figura 1

Feito isso, vamos criar nosso App Service no Azure, então primeiramente forneça um nome para sua aplicação (lembrando que esse nome é único). Depois, selecione sua subscription do Azure, selecione ou crie um novo Resource Group e selecione também o Service Plan, lembrando que essa última opção refere-se a “configuração” da máquina que você deseja hospedar a sua aplicação (note na figura 2, abaixo, que eu selecionei a versão Free que o Azure oferece) e depois clique em Create.

Redis on Azure
Figura 2

Após a criação dos serviços (em torno de três minutos), selecione o App Service que você acabou de criar e clique em Publish, conforme a figura abaixo:

Redis on Azure
Figura 3

Após o termino da publicação da sua aplicação, acesse a mesma através do browser e após o acesso da sua aplicação pela primeira vez, acesse também o Redis através do Portal do Azure ou de qualquer outra ferramenta de sua preferência.

Note que o nosso cache estará salvo lá, conforme nos mostra a figura 4:

Redis on Azure
Figura 4

Agora, até o final do dia todos os seus Requests virão do conteúdo armazenado no cache do Redis, e assim finalizo a série Redis on Azure. Espero que tenham gostado e até a próxima.

Obrigado!

Série Redis on Azure – Criando nossa base Redis e desenvolvendo nosso primeiro Cache

Seguindo a nossa série sobre a utilização do Redis no Azure, nesse artigo vamos criar nossa base Redis e vamos desenvolver um exemplo. Caso tenha perdido o artigo anterior, ele pode ser acessado através deste link.

Vale lembrar que, caso ainda não tenha uma subscription no Azure, será necessário criar uma (caso queira um passo a passo, clique aqui).

Criando nosso Redis no Azure

Primeiro vamos acessar o Portal do Azure através do link: https://portal.azure.com e efetuar o nosso login. Já no portal do Azure, vamos clicar em “Create a Resource>Databases>Redis Cache“, conforme na figura abaixo:

Redis on Azure
Figura 1

Feito isso, vamos preencher os dados e depois clicar em “Create” para a criação do nosso serviço de cache, conforme nos mostra a figura 2 abaixo:

Redis on Azure
Figura 2

O processo para finalizar a criação do serviço leva em média 15 minutos, e assim que ele terminar, acesse o Redis e clique em “Keys“. Em seguida, copie o endereço da Primary connection string, conforme nos mostra a figura abaixo:

Redis on Azure
Figura 3

Agora vamos esquecer por um breve momento o Azure e vamos criar uma aplicação do tipo Web API utilizando o ASP.NET Core 2. Se estiver usando o Visual Studio Code, é só abrir o terminal, navegar até a pasta desejada e digitar o comando:

dotnet new webapi

Após o termino da criação do projeto, abra o arquivo appsettings.json e crie uma conexão com a string de conexão do Redis que copiamos anteriormente, conforme o código abaixo:

"ConnectionStrings": {
    "RedisConn": "conexão do seu redis"
}

Agora no nosso arquivo Startup.cs, vamos adicionar o seguinte código:

services.AddDistributedRedisCache(options =>
{
    options.Configuration = Configuration.GetConnectionString("RedisConn");
    options.InstanceName = "ericsonfInstance";
});

E por último, vamos criar um Controller chamado RedisCacheController e dentro dele no método Get, vamos criar nosso cache através da Interface IDistributedCache, utilizando o código abaixo (comentários no próprio código para melhor entendimento):

public class RedisCacheController : Controller
{
    private readonly IDistributedCache _distributedCache;

    public RedisCacheController(IDistributedCache distributedCache)
    {
        _distributedCache = distributedCache;
    }

    // GET api/RedisCache
    [HttpGet]
    public string Get()
    {
        //Variável que vai receber uma data
        var date = string.Empty;
        //Key utilizada para armazenarmos o nosso cache (que será a data)
        var key = "distributedCacheKey";

        //Verifico se o cahce já existe
        date = _distributedCache.GetString(key);
        //Se existir exibo o texto Data cache com a data cacheada.
        if (!string.IsNullOrEmpty(date))
        {
            return string.Concat("Data cache: ", date);
        }
        //Senão criamos nosso cache com a data atual
        else
        {
            date = DateTime.Now.ToString();
            /* Nesta linha diz que o cache permanecera ativo para sempre desde que num periodo de 10 segundos alguém acesse ele.
            Caso você deseje que o cache desapareça em um determinado periodo de tempo independentemente de acesso,
            troque o comando SetSlidingExpiration para SetAbsoluteExpiration. */
            var cacheExpiration = new DistributedCacheEntryOptions().SetSlidingExpiration(TimeSpan.FromSeconds(10));
            //Cache sendo criado
            _distributedCache.SetString(key, date, cacheExpiration);
            //Retorno a Data atual pois ainda não havia nenhum cache com a key distributedCacheKey
            return string.Concat("Data atual: ", date);
        }
    }
}

Agora execute o projeto e veja que inicialmente ele trouxe a Data atual. Se você atualizar seu browser, verá que ele mudará o texto para Data cache sem alterar a data em si.

Para você visualizar o cache em si salvo no Redis, volte novamente para o Portal do Azure e clique em >_ Console, para abrir o console do Redis e nele digite monitor. Feito isso, execute novamente a aplicação e observe a sua Key e a data cacheada conforme mostram as figuras abaixo:

Redis on Azure
Figura 4
Redis on Azure
Figura 5

Como você pode observar, o mesmo data cacheado na tela é o mesmo que está salvo no Redis.

No próximo artigo da série utilizaremos outras maneiras de criar nosso cache e de administra-lo. E assim termino mais um artigo, espero que tenham gostado e até o próximo.

Série Redis on Azure – O que é Redis e para que serve

Neste artigo pretendo iniciar uma série de artigos que vão focar em como utilizar o Redis no Azure através de exemplos práticos para os mais diversos cenários. E para iniciar essa série, vamos primeiramente entender o que é o Redis e para que ele serve de fato.

Redis

O Redis (REmote DIctionary Server) é uma estrutura de armazenamento em memória, NoSQL de chave-valor e open source. Apesar de possuir diversas utilidades (discutiremos elas mais adiante) o Redis é costumeiramente utilizado para armazenamento de cache visando sempre melhorar o desempenho de sistemas que dependem de uma grande quantidade de dados vindos do back-end.

Pelo fato do seu armazenamento ser feito em memória, ele é extremamente rápido, chegando a performance de 110.000 SETs e 81.000 GETs por segundo.

Outros dois pontos importantíssimos, são:

  • Suas operações são atômicas, ou seja, uma operação sempre retornará sucesso ou falha obrigatoriamente.
  • O Redis é single-threaded, e nesse caso, um fator que vale a pena mencionar é que um processador rápido com bastante cache se sobressai, se comparado com um processador de muitos núcleos com pouco cache.

Apesar de ser uma estrutura chave-valor, o Redis possui um conjunto bem rico de tipos de dados, sendo os principais:

  • Strings: tipo mais básico do Redis. Eles são binários, e com isso, o tipo String pode conter qualquer tipo de dado como, por exemplo, uma imagem. Vale pontuar que o tamanho máximo da String é 512 mb.
  • Lists: esse tipo nada mais é do que uma lista de Strings, classificadas por ordem de inserção. O Redis suporta uma lista de strings contendo até aproximadamente 4 bilhões de elementos.
  • Sets: é uma colação não ordenada de Strings. Por padrão, os Sets não permitem elementos repetidos, sendo que adicionando o mesmo elemento várias vezes resultará em um outro conjunto com uma cópia unica desse elemento. Assim como as Lists, os Sets também podem armazenar aproximadamente 4 bilhões de elementos.
  • Sorted Sets: semelhante aos Sets, porém com o recurso de serem ordenados, cada elemento é associado a um Score, sendo que a ordenação é feita sobre ele.
  • Hash: utilizado majoritariamente para representar um objeto, sendo que ele mapeia um atributo e seu respectivo valor (assim como em um objeto).

A respeito de sua aplicabilidade, conforme mencionado no inicio do artigo, o Redis é bastante versátil, se saindo bem nos mais variados cenários, sendo os principais:

  • Armazenamento em cache (cache de conteúdo): nesse cenário o Redis serve para armazenar conteúdos que raramente são alterados, trazendo maior velocidade e consequentemente melhorando o desempenho das aplicações. Com isso, podemos poupar por requisições desnecessárias no servidor.
  • Gerenciamento de Sessão (cache de sessão): aqui, o Redis pode armazenar sessões com um tempo de vida já definido, sendo perfeito para armazenar informações de um usuário logado na sua aplicação, bem como um carrinho de compras e etc.
  • Classificações em Real-Time (cache-aside): usando o sorted set, você pode criar um rank e atualizá-lo conforme demanda (cache-aside) garantindo que sua aplicação mostre uma classificação em tempo real.
  • Filas: Sendo single-threaded e suas operações atômicas, o Redis é uma ótima opção para ser usado como um agente de mensagens.

Agora que temos uma boa base sobre como Redis funciona e seus principais cenários de aplicação, no nosso próximo artigo vamos por a mão na massa e criar nosso servidor no Azure e então, começar a implementar alguns exemplos abordados nesse primeiro artigo.

Espero que tenham gostado e até o próximo artigo!

Obrigado.

Introdução a Clean Architecture

Criada em meados de 2012 por Robert Cecil Martin (“Uncle Bob”), a Clean Architecture tem como principais finalidades ser independente de frameworks, facilmente testável, independentemente da interface do usuário, ou seja, a interface do usuário pode mudar à vontade sem que isso reflita no resto do sistema, ser independente de banco de dados, já que ela mantém todas as regras de negócio na própria aplicação e, por último, ser independente de qualquer agente externo, sendo que as regras de negócio não “enxergam” o “mundo exterior”. Resumindo, a Clean Architecture é um tipo de arquitetura de software amplamente independente.

Neste artigo, mostraremos o conceito dessa arquitetura e também um exemplo de como implementá-la no mundo real.

Clean Architecture

Clean Architecture
Fonte: https://bit.ly/2a1px8t

Dependências

Na imagem acima, temos o desenho de como a Clean Architecture funciona. Note que as setas horizontais da imagem que representam as dependências entre as camadas vêm de “fora para dentro”, ou seja, a camada Framework “enxerga” somente a Interface Adapters, que por sua vez “enxerga” somente a User Cases, que finalmente “enxerga” apenas a Entites. Esta é a principal regra da Clean Architecture, e talvez sua única: o Princípio da Dependência.

As camadas internas não devem ter qualquer dependência das externas, nem indiretas, como nomes de variáveis, funções ou termos.

Provavelmente você terá mais abstrações nas camadas internas e mais implementações nas externas, utilizando injeção de dependência para fazer tudo funcionar.

Entities

Camada que encapsula as entidades e regras de negócio. O principal entendimento aqui é que essa camada deve conter tudo que seja pertinente ao sistema como um todo de uma maneira mais genérica, ou seja, deve conter as regras que tenham menos possiblidades de mudança quando algo externo mudar, como algo na interface do usuário.

Em um grande sistema, que reusa código da empresa, aqui poderiam residir as bibliotecas que são consumidas pela aplicação, mas que a aplicação não irá modificar, como algum framework ou outros domínios de negócio. Em uma aplicação menor, podem ser apenas interfaces e classes que tenham que ser utilizadas em todas as camadas, como a interface de um repositório.

User cases

Essa camada é a que contém as regras de negócios mais específicas do sistema. É aqui que todos os casos de uso do sistema são implementados. É esperado que apenas mudanças de requisitos afetem essa camada, sendo que assim como na Entities, alterações nas camadas externas não devem afetar essa camada. (sugestão: essa camada. No entanto, assim como na Entities, alterações…)

Interface Adapters

Camada que tem como finalidade converter dados da maneira mais acessível e conveniente possível para as camadas Entities e User Cases. Um exemplo seria o uso do AutoMapper, onde eu poderia controlar as estruturas transmitidas entre User Cases e Entities com o interface do usuário, por exemplo.

Frameworks

Essa camada é composta por ferramentas como banco de dados, interface do usuário etc. Nessa camada, a ideia ée ter o mínimo de código possível, apenas o necessário para interligar as camadas e injetar as implementações necessárias nas camadas interiores.

Usando a Clean Architecture no mundo real

Para facilitarmos o entendimento, criamos um exemplo bem simples de um sistema escolar, no qual vamos cadastrar novas turmas. A estrutura base do projeto foi divida nas camadas: Core, Entities, UseCases e Web, conforme nos mostra a imagem abaixo:

Clean Architecture Example

A camada Core foi incluída a fim de ter um nível de abstração ainda maior do que a Entities. Essa camada possui apenas um repositório padrão (IRepository), um interactor que vai receber uma entrada e nos devolver uma resposta (IInteraction) e uma entidade que possui as propriedades que serão utilizadas por todas as classes (IEntity). Outra coisa interessante nessa camada é que ela contém todos os pacotes que serão utilizados pelas outras camadas, já que, conforme dito anteriormente, as dependências são de “fora para dentro”.

Na camada Entities, temos as Classes que de fato compõem o sistema – observe que ela conhece a camada Core, uma vez que ela é menos abstrata.

Na camada UseCases, possuímos todas as nossas regras de negócio. Observe que temos apenas três arquivos para a entidade Turma, sendo um arquivo de Input que vai receber os dados (CadastrarTurmaInput), um Interactor (CadastrarTurmaInteractor) que contém todas as regras de negócio implementadas – por exemplo, ao cadastrar uma Turma será que existe um professor disponível? Ou será que já não existe uma turma para mesma data? – e por último um arquivo de output (CadastrarTurmaOutput) que vai transformar os dados para que possa ser exibido. (possam ser exibidos? Fiquei em dúvida se isso se refere a dados)

Nossa última camada, a Web, vai apenas consumir os dados transformados pela camada anterior e exibi-los para o usuário. Ela também é responsável, nesta implementação simplificada, por injetar os repositórios para consumo nos interactors, e os interactors para consumo pelos controllers.

Conforme vimos no exemplo do sistema escolar, cada camada possui uma única responsabilidade sempre respeitando suas dependências, mantendo assim uma divisão total de responsabilidades, minimizando ao máximo qualquer alteração externa com interface com o usuário (de usuário?), banco de dados etc.

Caso queiram baixar o código utilizado no exemplo, ele pode ser encontrado através deste link.

Fonte: https://8thlight.com/blog/uncle-bob/2012/08/13/the-clean-architecture.html

***

Esse artigo foi publicado na revista iMasters, edição #27: https://issuu.com/imasters/docs/imasters_27_issuu

Serialização em C#

Antes de irmos diretamente para o código, vamos entender brevemente o que é serialização e deserialização. 

Serializar é o processo de transformar um objeto que você possui em um stream de bytes ou de texto. Deserializar por sua vez, é exatamente o oposto, é você converter um stream de bytes ou de texto em um objeto novamente. 

Para nos ajudar nesse processo, o .NET Framework nos oferece algumas classes que podem ser encontradas nos namespaces System.Runtime.Serialization e System.Xml.Serialization, além de nos oferecer por padrão três mecanismos serialização/deserialização: 

public class Person 
{ 
    public int Id { get; set; } 
    public string FirstName { get; set; } 
    public string LastName { get; set; } 
    public string Email { get; set; } 
    public int Age; 

    public Person() { } 

    public Person(int id, string firstName, string lastName, string email, int age) 
    { 
        Id = id; 
        FirstName = firstName; 
        LastName = lastName; 
        Email = email; 
        Age = age; 
    } 
}
  • BinaryFormatter 
  • XmlSerializer 
  • DataContractSerializer 

Logo mais nesse artigo veremos como utilizar cada um desses mecanismos na prática, portanto usaremos a classe Person, que se encontra logo abaixo como base para nossos exemplos. 

Binary Serialization 

A serailização Binária, como o próprio nome já sugere, serializa um objeto ou dado para o formato binário. Esse tipo de serialização armazena não somente os dados, mas também o tipo de objeto que esta sendo serializado. 

Para utilizarmos esse tipo de serialização, devemos marcar nossa classe como o atributo [Serializable], sendo que todos os campos podem ser serializados, inclusive os marcados como private, portanto caso queiramos impedir que algum campo da nossa classe não seja serializado, devemos marca-la com o atributo [NonSerialized], também é importante ressaltarmos que propriedades serão sempre serializadas e que nenhum construtor é executado nesse tipo de serialização. 

Outra característica importante é que esse tipo de serialização também é “mais rigorosa” que as demais, se o serializador binário não achar algum campo por exemplo, ele retornará uma Exception. No caso de uma atualização de versão por exemplo, você pode adicionar o [OptionalFieldAttribute] no novo campo adicionado para que a serialização binária entenda que esse campo não existia antes, por exemplo. 

//Criamos uma nova pessoa para serializarmos 
var person = new Person(1, "João", "da Silva", "joao.silva@xpto.com", 50); 

//Instanciamos a classe BinarryFormatter 
var binaryFormatter = new BinaryFormatter(); 

//Criamos um arquivo .bin que receberá os dados serializados do objeto person 
using (var fileStream = new FileStream("ericsonf.bin", FileMode.Create)) 
{ 
    binaryFormatter.Serialize(fileStream, person); 
} 

Console.WriteLine("Serialização Concluida"); 
 
//Abrimos o arquivo serializado anteriormente para podermos deserializa-lo. 
using (var fileStream = new FileStream("ericsonf.bin", FileMode.Open)) 
{ 
    var p = (Person)binaryFormatter.Deserialize(fileStream); 
} 

Console.WriteLine("Deserialização Concluida");

XML Serialization 

Ao contrário do modelo de serialização anterior, o XML é um tipo de dado legivel também para seres humanos, e é fracamente acoplado, ou seja, se você adicionar propriedades ou campos ao seu objeto a ser serializado ele não notará. 

Assim como na serialização binária, para serializamos, precisamos marcar o objeto como o atributo [Serializable], entretanto, aqui somente os campos e/ou propriedades publicas são serializadas. Caso queiramos que um campo e/ou propriedade não seja serializado, devemos marca-lo com o atributo [XmlIgnore]. Vale lembrar que propriedades também podem ser ignoradas e não somente campos, além de que, na serialização XML se faz necessário ter um construtor vazio na classe diferentemente do modelo de serialização anterior. 

//Criamos uma nova pessoa para serializarmos 
var person = new Person(1, "João", "da Silva", "joao.silva@xpto.com", 50); 

//Instanciamos a classe XmlSerializer, e "dizemos" a ele que tipo de objeto vamos serializar. 
var xml = new XmlSerializer(typeof(Person)); 

//Criamos um arquivo .xml que receberá os dados serializados do objeto person 
using (var fileStream = new FileStream("ericsonf.xml", FileMode.Create)) 
{ 
    xml.Serialize(fileStream, person); 
} 

Console.WriteLine("Serialização Concluida"); 

//Abrimos o arquivo serializado anteriormente para podermos deserializa-lo. 
using (var fileStream = new FileStream("ericsonf.xml", FileMode.Open)) 
{ 
    var p = (Person)xml.Deserialize(fileStream); 
} 

Console.WriteLine("Deserialização Concluida"); 

Data Contract 

O Data Contract Serializer é utilizado pelo WCF para serializar seus objetos tanto em XML quanto em JSON. Esse tipo de serialização é feita pelas classes DataContractSerializer para XML e DataContractJsonSerializer para JSON (discutido mais adiante).  

Nesse modelo eu preciso marcar meu objeto a ser serializado com o atributo [DataContract], além de que nesse modelo ao contrario dos outros, eu preciso marcar todos os membros que eu desejo serializar explicitamente com o atributo [DataMember], caso eu deseje ignorar algum membro, devemos marca-lo com o atributo [IgnoreDataMember] ou se preferir, apenas deixa-lo sem a marcação do atributo [DataMember]. Outra caracteristica importante é que nesse modelo, campos privados também pode ser serializados. 

//Criamos uma nova pessoa para serializarmos 
var person = new Person(1, "João", "da Silva", "joao.silva@xpto.com", 50); 

//Instanciamos a classe DataContractSerializer, para serializarmos em XML e "dizemos" a ele que tipo de objeto vamos serializar. 
var dataContract = new DataContractSerializer(typeof(Person)); 

//Criamos um arquivo .xml que receberá os dados serializados do objeto person 
using (var fileStream = new FileStream("ericsonf.xml", FileMode.Create)) 
{ 
    dataContract.WriteObject(fileStream, person); 
} 

Console.WriteLine("Serialização Concluida"); 

//Abrimos o arquivo serializado anteriormente para podermos deserializa-lo. 
using (var fileStream = new FileStream("ericsonf.xml", FileMode.Open)) 
{ 
    var p = (Person)dataContract.ReadObject(fileStream); 
} 

Console.WriteLine("Deserialização Concluida");

JSON Serialization 

Utiliza-se também o  Data Contract Serializer e suas respectivas caracteristicas para que a serilização seja efetuada, porém com uma única alteração, que ao invés de eu utilizar a classe DataContractSerializer eu utilizo a classe DataContractJsonSerializer para que possamos serializar em JSON. 

//Criamos uma nova pessoa para serializarmos 
var person = new Person(1, "João", "da Silva", "joao.silva@xpto.com", 50); 

//Instanciamos a classe DataContractJsonSerializer, para serializarmos em JSON e "dizemos" a ele que tipo de objeto vamos serializar. 
var dataContract = new DataContractJsonSerializer(typeof(Person)); 

//Criamos um arquivo .xml que receberá os dados serializados do objeto person 
using (var fileStream = new FileStream("ericsonf.json", FileMode.Create)) 
{ 
    dataContract.WriteObject(fileStream, person); 
} 

Console.WriteLine("Serialização Concluida"); 

//Abrimos o arquivo serializado anteriormente para podermos deserializa-lo. 
using (var fileStream = new FileStream("ericsonf.json", FileMode.Open)) 
{ 
    var p = (Person)dataContract.ReadObject(fileStream); 
} 

Console.WriteLine("Deserialização Concluida");

Bom pessoal, a ideia desse artigo era mostrar a vocês as particularidades e exemplos de como utilizar cada dos modelos de serialização utilizando C#. 

Espero que tenham gostado do artigo e até a próximo. 

DevPira Festival

Boa noite pessoal,

Na primeira semana de Dezembro de 2018, mais precisamente no dia 01, tivemos o DevPira Festival na cidade de Piracicaba

Esse evento foi uma iniciativa da comunidade DevPiracicaba, Raízen, Pulse Hub de Inovação e Usina de Inovação Monte Alegre.

Os slides utilizados na palestra você confere logo abaixo:

Deixo aqui meu muito obrigado para todos os presentes.

Alguma fotos do evento:

DevPira Festival
DevPira Festival
DevPira Festival
DevPira Festival
DevPira Festival
DevPira Festival

Azure Weekend 2018

Boa tarde pessoal,

Neste final de semana, falei sobre a Arquitetura Serverless utilizando o Azure no Meetup Campinas .NET.

Para quem acompanhou minha apresentação, e quiser os slides utilizados na palestra, eles estão disponíveis através deste link.

Para quem quiser se aprofundar mais no tema, segue nesse link um Webcast que fiz para o Canal .NET mostrando todo um cenário Serverless. Já nesse outro link segue uma série de artigos que já publiquei no Portal iMasters.

Deixo aqui meu muito obrigado para todos os presentes.

Azure Tech Nights 2018 – Dia 2

Boa noite pessoal,

Hoje, demonstrei juntamente com o Robson, um exemplo prático de como desenvolver uma aplicação totalmente Serverless. Essa apresentação pode ser acessada através do Canal .NET.

Para quem nos acompanhou, e quiser o código utilizado na apresentação, ele esta disponível através deste link.

Para quem quiser se aprofundar mais no tema, segue nesse link uma série de artigos que já publiquei no Portal iMasters.

Deixo aqui meu muito obrigado à todos que puderam nos acompanhar.

1# Meetup da SoroCódigos

Boa noite pessoal,

Hoje, falei sobre a Arquitetura Serverless utilizando o Azure no Meetup da SoroCódigos.

Para quem acompanhou minha apresentação, e quiser os slides utilizados na palestra, eles estão disponíveis através deste link.

Para quem quiser se aprofundar mais no tema, segue nesse link uma série de artigos que já publiquei no Portal iMasters.

Deixo aqui meu muito obrigado para todos os presentes.

Open Source Saturday 2018

Boa tarde pessoal,

No último sábado, falei sobre como utilizar o Redis utilizando as Interfaces do ASP.NET Core 2 no Meetup Campinas .NET.

Para quem acompanhou minha apresentação, e quiser baixar o código utilizado nela, ele encontra-se disponível no GitHub através deste link.

Os slides utilizados na palestra, também estão disponíveis através deste link.

Deixo aqui meu muito obrigado para todos os presentes.